Nuno Barroso - Musica Mundi
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Descrição
- Em Portugal, país de História e Mar, as viagens são desde sempre a alma do artista sensível e do homem atento ao Mundo. Todo o português sonha partir, fazer viagem. A nossa diáspora é feita disso mesmo, de partidas e chegadas por sítios distantes e indiscritíveis, onde misturamos raças, credos, culturas e saudade.
- Ser português no Mundo, de certo modo, é nunca estar contente por apetecer fugir; e nunca estar contente por apetecer voltar. É amar sempre demais a catedral imensa do homem incompleto perante o mundo e o conhecimento.
- No caso de Nuno Barroso, para lá da sua formação clássica e contemporânea, sempre existiu a busca de novas sonoridades, a procura incessante dum “espírito” maior, através das notas musicais de um piano que vive de emoções e sentimentos.
- Filho do rock, do pop, das noites imensas de Além-mar, das baladas bonitas que aprendemos a trautear, este Nuno era imprevisível e desconhecido.
- Músico maior ao piano solo, ele convida-nos agora a essa viagem por horizontes distantes, onde órbitas siderais nunca aportadas, soam a relatos imprevistos e distantes. Relatos sonoros de uma sensibilidade vigorosa e diferente, só ao alcance dos sonhadores sem tempo certo, nem espartilho criativo.
- Há nele qualquer coisa de visionário romântico, com a força de um Guerreiro… Desde as influências de Lizt, até Prokofiev. Este CD representa anos de trabalho baseado na composição de diversas peças, e no seu aperfeiçoamento como pianista, nomeadamente na simbiose de escalas árabes ou chinesas, ou do próprio fado com o flamenco Andaluz.
- Aliás, todas as terras, todos os longes e paisagens são permitidos.
- Já não há mais baladas? Há. Elas pulsam e nascem dos dedos deste músico. Mesmo sem voz. Estes temas lânguidos e envolventes, tocando ao fim da tarde, ou pela noite adiante, lembram dialectos íntimos de diferentes terras; e cantam-nos sonho, viagem, fantasia.
- Este é um CD absolutamente inesperado em que o Nuno Barroso arrisca tudo num projecto que ficará seguramente com um intervalo “histórico” na sua carreira. Voltará a brindar-nos com mais canções, garantidamente – mas este será sempre um momento de repouso e reflexão pessoal, quase esotérica, em que atinge um instante de maturidade e de risco. Um recomeço, um respirar fundo ante o futuro.
- Diz-nos o Nuno: “A verdadeira identidade do Homem é o reflexo da sua Alma e da Obra que apresenta enquanto Ser Humano, como processo da sua Espiritualidade Activa”.
- Na sua companhia, mão na mão, ouça com alma esta música do mundo.
- E eleve-se a espaços inusitados e globais, universos de sensibilidade e emoção que nos fazem esquecer por momentos, todo o lixo pseudo-cultural que nos rodeia.
- E aproveite para sonhar.
- Andamos todos a precisar tanto, tanto disso mesmo.